sábado, 28 de novembro de 2009

A seleção de 50. Bastava um empate

Após a Segunda Grande Guerra, a FIFA optou por realizar a Copa de 50 em um país que tivesse bom relacionamentos internacionais. Na época, o Brasil foi a melhor escolha para sediar o torneio.

Após 12 sem Copa do Mundo, o mundo não sabia ao certo o que esperar da competição. Até hoje, muito se fala da seleção argentina que era considerada a melhor dos anos 40. No entanto, los hemanos não vieram ao Brasil.

Itália era a atual bicampeã e o Uruguai ainda era a maior potência sul-americana. Mas após o mundial de 1938, o Brasil começara a surgir como uma seleção forte, com potencial para conquistar o título.

O Brasil iniciou a Copa com bons resultados. Venceu o Paraguai por 4x0, epatou com a Suíça 2x2 e fez 2x0 na Iugoslávia.

Quadrangular Final
No quadrangular final, o Brasil foi arrasador. Bateu a forte Espanha por 7x1 e humilhou os suecos por 6x1.

Na última partida contra o Uruguai, bastava um empate para o tão sonhado título. Os uruguaios haviam empatados com espanhóis (2x2) e vencido os suecos (3x2).

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Brasil fez 1x0 com Fiaça. O Maracanã, acredita-se com 200 mil torcedores, explodiu de alegria. Mas, o desastre estava por vir.

Aos 20 minutos, o Uruguai chegou ao empate com Schiaffino. O Brasil parecia não querer ser campeão com um empate e partiu para o ataque. Um erro fatal.

A dez minutos do fim, Ghigghia marcou o gol do título da Celeste Olímpica.

O Maracanã ficou calado. Daí surgiu a célebre frase "Foi um silêncio ensurdecedor". Os próprios uruguaios estavam atordoados com a vitória. Após o jogo, um dos uruguaios olhou ao seu redor e pensou "o que fizemos como este povo?".

Mesmo após anos do fatal 16 e julho de 1950, o autor do gol do título nunca mais dera qualquer tipo de entrevista sobre o jogo. Para ele, as recordações daquela tarde eram demasiadamente emocionantes e o respeito aos brasileiros não lhe permitiam relembrar aquele momento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Copa de 1938 - Números

Jogos: 18
Gols: 84
Média de gols: 4,7
Média de público: 20.829
Artilheiro: Leônidas - 8 Gols

Partidas (Clique no resultado para ver a ficha completa do jogo)

Data

Resultado

04 junhoSuizaSuíça1:1 t.s. (1:1, 1:1)AlemanhaAlemania
05 junhoFranciaFrança3:1 (2:1)BélgicaBélgica
05 junhoCubaCuba3:3 t.s. (2:2, 1:1)RomêniaRumanía
05 junhoHungríaHungria6:0 (4:0)Índia Holandesa (atual Indonésia)
Indias Orientales Holandesas
05 junhoItaliaItália2:1 t.s. (1:1, 1:0)NoruegaNoruega
05 junhoBrasilBrasil6:5 t.s. (4:4, 3:1)PolôniaPolonia
05 junhoChecoslovaquiaTchecoslováquia
3:0 t.s.HolandaPaíses Bajos
09 junhoCubaCuba2:1 (0:1)RomêniaRumanía
09 junhoSuizaSuíça4:2 (1:2)AlemanhaAlemania

Quartas-de-final
Data

Resultado

12 junhoBrasilBrasil1:1 t.s. (1:1, 1:0)Tchecoslováquia Checoslovaquia
12 junhoSueciaSuécia8:0 (4:0)CubaCuba
12 junhoItaliaItália3:1 (1:1)FrançaFrancia
12 junhoHungríaHungria2:0 (1:0)SuíçaSuiza
14 junhoBrasilBrasil2:1 (0:1)TchecoslováquiaChecoslovaquia

Semifinal
Data

Resultado

16 junhoItaliaItália2:1 (0:0)BrasilBrasil
16 junhoHungríaHungria5:1 (3:1)SuéciaSuecia

Decisão de terceiro lugar
Data

Resultado

19 junhoBrasilBrasil4:2 (1:2)SuéciaSuecia

FINAL
19/06/1938 - Colombes (Paris)
Árbitro: George CAPDEVILLE (FRA)

Gols: Gino COLAUSSI (ITA) 6, Pal TITKOS (HUN) 8, Silvio PIOLA (ITA) 16, Gino COLAUSSI (ITA) 35, Gyorgy SAROSI (HUN) 70, Silvio PIOLA (ITA) 82

Itália
Aldo OLIVIERI (GK)
Michele ANDREOLO
Silvio PIOLA
Giuseppe MEAZZA
Pietro SERANTONI
Alfredo FONI
Amedeo BIAVATI
Ugo LOCATELLI
Giovanni FERRARI
Gino COLAUSSI
Pietro RAVA

Hungria
Antal SZABO (GK)
Gyorgy SZUCS
Gyula ZSENGELLER
Ferenc SAS
Antal SZALAY
Gyula POLGAR
Pal TITKOS
Gyorgy SAROSI
Sandor BIRO
Jeno VINCZE
Gyula LAZAR

A consagração da Itália


A Copa de 38 marcou a consagração da seleção "azzurra" como a melhor do planeta. Aliás, nesta Copa iniciou-se a tradição de garantir ao campeão anterior uma vaga no torneio seguinte.

No torneio, a Itália venceu todos os quatro jogos que fez. Sob o comando de Vittorio Pozzo e com o capitão Meazza (que batiza o atual estádio de Milan e Inter), a Itália foi irrepreensível.

Sob a influência de Jules Rimet, a França realizou o torneio e poderia ter uma vida mais longa não tivesse encarado os italianos logo nas quartas-de-final. Em termos de organização, os franceses foram exemplares, chegando a construir cinco estádios.

Numa Europa a beira da guerra, a grande ausência foi a talentosa geração espanhola, que encantou o mundo em 34. Os espanhóis não tiveram uma segunda chance, pois a guerra civil espanhola assolava o país.

Alemanha nazista
Talvez, a grande surpresa da Copa tenha sido a eliminação da fortíssima Alemanha logo na primeira fase. Os alemãos ainda recrutaram os principais jogadores austríacos para garantir uma boa presença em solos franceses.

No primeiro jogo, Alemanha e Suíça empataram por uma a um. No segundo jogo, os alemães abriram dois a zero na primeira etapa. Hitler, através de telegrama, enviou nota de congratulação à sua seleção. No entanto, na etapa complementar os suíços chegaram à vitória por quatro a dois.

domingo, 22 de novembro de 2009

FIcha dos jogos da Seleção na Copa de 38

05/06/1938Meinau (Strasburgo)
Ábitro: Ivan EKLIND (SUE)

Gols: LEONIDAS (BRA) 18,Fryedryk SZERFKE (POL) 23 Gol de penal,ROMEU (BRA) 25, PERACIO (BRA) 44, Ernest WILIMOWSKI (POL) 53, Ernest WILIMOWSKI (POL) 59, PERACIO (BRA) 71, Ernest WILIMOWSKI (POL) 89, LEONIDAS (BRA) 93, LEONIDAS (BRA) 104, Ernest WILIMOWSKI (POL) 118

Brasil
BATATAIS (GK)
MACHADO
HERCULES
LEONIDAS
LOPES
MARTIM
PERACIO
ROMEU
ZEZE PROCOPIO
DOMINGOS
AFONSINHO

Polônia
Edward MADEJSKI (GK)
Teodor PIEC
Ernest WILIMOWSKI
Fryedryk SZERFKE
Gerard WODARZ
Wladyslaw SZSZEPANIAK
Ewald DYTKO
Leonard PIONTEK
Wilhelm GORA
Erwin NYC
Antoni GALECKI


12/06/1938 - Parc Lescure (Borceaux)
Pal VON HERTZKA (HUN)

Gols: LEONIDAS (BRA) 30, Oldrich NEJEDLY (TCH) 65+ Gol de penal

Brasil
VALTER (GK)
MARTIM
LOPES
DOMINGOS
PERACIO
LEONIDAS
HERCULES
AFONSINHO
MACHADO
ZEZE PROCOPIO
ROMEU

Tchecoslováquia
Frantisek PLANICKA (GK)
Josef LUDL
Ferdinand DAUCIK
Ladislav SIMUNEK
Jaroslav BURGR
Jan RIHA
Jaroslav BOUCEK
Vlastimil KOPECKY
Oldrich NEJEDLY
Josef KOSTALEK
Antonin PUC



14/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux)
George CAPDEVILLE (FRA)

Gols: Vlastimil KOPECKY (TCH) 25, LEONIDAS (BRA) 57, ROBERTO (BRA) 63

Brasil
VALTER (GK)
LEONIDAS
OSVALDO BRANDAO
LUISINHO
LOPES
JAU
ROBERTO
TIM
ARGEMIRO
BRITTO
PATESKO

Tchecoslováquia
Karel BURKET (GK)
Vilem KREUZ
Jaroslav BOUCEK
Josef LUDL
Jaroslav BURGR
Vaclav HORAK
Vlastimil KOPECKY
Karel SENECKY
Josef KOSTALEK
Antonin PUC
Ferdinand DAUCIK

Semifinal

16/06/1938 - Velodrome (Marseille)
Árbitro: Hans WUETHRICH (SUI)

Gols: Gino COLAUSSI (ITA) 51, Giuseppe MEAZZA (ITA) 60 Gol de penal, ROMEU (BRA) 87

Brasil
VALTER (GK)
MACHADO
LOPES
LUISINHO
ROMEU
ZEZE PROCOPIO
AFONSINHO
PATESKO
PERACIO
MARTIM
DOMINGOS

Itália
Aldo OLIVIERI (GK)
Ugo LOCATELLI
Giuseppe MEAZZA
Silvio PIOLA
Giovanni FERRARI
Michele ANDREOLO
Amedeo BIAVATI
Alfredo FONI
Pietro SERANTONI
Gino COLAUSSI
Pietro RAVA

Decisão de terceiro lugar

19/06/1938 - Parc lescure (Bordeaux)
Árbitro: Jean LANGENUS (BEL)

Gols: Sven JOHANSSON (SWE) 28, Arne NYBERG (SWE) 38, ROMEU (BRA) 44, LEONIDAS (BRA) 63, LEONIDAS (BRA) 74, PERACIO (BRA) 80

Brasil
VALTER (GK
PERACIO
ZEZE PROCOPIO
OSVALDO BRANDAO
ROMEU
ROBERTO
AFONSINHO
DOMINGOS
LEONIDAS
PATESKO
MACHADO

Suécia
Henock ABRAHAMSSON (GK)
Arne NYBERG
Harry ANDERSSON
Erik PERSSON
Sven JOHANSSON
Ivar ERIKSSON
Ake ANDERSSON
Kurt SVANSTROM
Erik ALMGREN
Erik NILSSON
Arne LINDERHOLM

sábado, 21 de novembro de 2009

A seleção de 1938. Brasil se apaixona pela Copa

Depois de dois fiascos nas primeiras Copas, o Brasil, finalmente conseguiu uma organização, no mínimo, boa para participar de uma Copa do Mundo.

Depois da confusão desde 34, agora, amadores e profissionais fizeram as pazes e o terinador Adhemar Pimenta teve o luxo de poder montar duas boas seleções. Uma azul e outra branca.

Campanha
Na estréia, o Brasil (de azul) venceu a Polõnia por 6 a 5, com quatro gols de Leônidas, que terminaria como artilheiro da competição. Neste jogo, a seleção nacional chegou a abrir 4 a 1 de vantagem, mas permitiu o empate. na prorrogação, Leônidas deu show e decidiu o jogo.

Na etapa seguinte, o Brasil encarou a fortíssima Tchecoslováquia. No primeiro jogo, o final foi um a um. No segundo jogo, Adhemar escalou a seleção branca reforçada por Leônidas, então o Brasil estava mais descançado e venceu por 1x0.

Na semifinal, o Brasil encarou a Itália. Jogávamos sem Leônidas e seu reserva (Niginho) não foi escalado porque jogava na Lazio e os brasileiros temiam um protesto dos italianos que pudesse atrapalhar no jogo.

Os brasileiros perderam por 2x1 graças a um pênalti controverso, que fez com que os brasileiros pedissem a anulação da partida.

Na decisão do terceiro lugar, com Leônidas de volta, o Brasil venceu por 4x2, com dois gols do "Diamante Negro".

Leônidas
O sucesso do brasileiro foi tamanha, que os franceses o apelidaram de "Homem de Borracha".

Para os italianos, a contusão de Leônidas "foi um presente dos céus". Segundo o zagueiro italiano Alfredo Foni, "Leônidas era um verdadeiro artista, malabarista da bola, era o jogador que surpreendia a todos".

Para muitos, até mesmo italianos, se o "Diamante Negro" jogasse a partida semifinal, o resultado final seria diferente.

Outro fato curioso marcou Leônidas naquela Copa. Durante o jogo contra os polacos, a chuva era tanta, que ele decidiu jogar descalço. Quando o árbitro percebeu, obrigou-o a calçar-se de novo.

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