sábado, 29 de maio de 2010

Mundial decepciona, mas muda o futebol

Se por um lado o mundial da Itália em 1990 foi decepcionante pela parte técnica, por outro, foi fundamental para mudanças consideráveis no esporte bretão.

Após a Copa do Mundo de 90, a FIFA mudou muitos conceitos e regras básicas, deixando o futebol mais dinâmico e rápido. Graças ao fracasso de 90, o recuo ao goleiro foi "proibido". Mudou-se a regra do impedimento, e até o sistema de pontuação. Na copa seguinte, a vitória já valeria 3 pontos e não mais 2.

Os campeões da Copa anterior, mais uma vez, mostraram um futebol medíocre, chegando à Final graças ao desempenho de Goycochea nas cobranças de pênaltis. O goleiro reserva entrou na seleção após uma contusão do titular na primeira fase. Nas quartas-de-final e semifinal, Goycochea defendeu inúmeras cobranças de pênalti, que garantiram a vaga da Argentina na decisão.

Os campeões alemães atingiram, provavelmente, o melhor momento na história. Tinham, reconhecidamente a melhor equipe do mundo. Uma defesa sólida com Illgner (goleiro), Mathäuhs, o líbero capitão, Brehme, Buchwald e Kohler. Um meio-campo rápido com Hassler e Littbarski e um bom ataque com Klinsmann e Voeller.

Surpresas
A Copa do Mundo da FIFA Itália 1990 teve a menor média de gols da história, com somente 2,21 por partida, mas não faltaram cores nem emoções. As surpresas já começaram na partida de abertura, em que a seleção de Camarões derrotou a Argentina no magnificamente renovado San Siro. Com Roger Milla no grande momento da sua carreira, Camarões foi em frente e fez história.

Algumas pequenas surpresas marcaram a primeira fase. Uma delas foi a estreante Costa Rica, que bateu Escócia e Suécia para chegar às oitavas-de-final. Já a seleção da Irlanda, treinada pelo ex-zagueiro inglês Jack Charlton, ficou entre as oito melhores do mundo logo na sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA. Mas nada que se comparasse à espetacular campanha de Camarões até as quartas-de-final. Os Leões Indomáveis do astro Roger Milla foram o segundo time de todos os torcedores.

Curiosidades
Roger Milla, tornou-se o jogador mais velho a marcar em Copas. Marcou aos 38 anos. Quatro anos depois, ele mesmo bateu o recorde. "Vim para dar alegria aos homens", comentou ao final do mundial.

O goleiro Walter Zenga bateu o recorde sem tomar gols: 517 minutos.

"Estaremos juntos", frase de Bebeto - reserva do mundial. Sobre ele mesmo e Romário em 94. A dupla era a esperança brasileira de gols e tornou-se realidade no mundial seguinte.

Todas as partidas da semifinal foram decididas nas cobranças de pênaltis. Argentina e Alemanha deixaram Itália e Inglaterra aos prantos.

Apenas 20 jogadores marcaram mais de um gol na Copa. Na Copa anterior foram 25 atletas e na Copa seguinte, 29.

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