sábado, 11 de dezembro de 2010

Treinador "zangado" leva Brasil a mais um fracasso


Desde sua nomeação ao cargo de treinador da seleção brasileira, Dunga nunca foi uma unanimidade. Começando pelo fato de nunca ter treinado um time de futebol.

Após a eliminação nas quartas-de-final na Copa de 2006, a CBF resolveu nomear o capitão do tetra para o cargo de técnico da seleção canarinho. Ricardo Teixeira precisava, não apenas de um treinador, mas de um fantoche e Dunga caiu como uma luva.

Ao longo dos três anos no comando da seleção, Dunga viveu altos e baixos. O futebol burocrático escravo dos contra-ataques obteve grandes resultados contra grandes rivais, como Argentina e Itália, que maquiaram os problemas de uma equipe que se mostrava medíocre contra seleções do porte de Bolívia ou Colômbia.

Elenco
Dentre os pontos falhos, podemos dizer que o treinador chegou à Copa sem um lateral esquerdo. michel Bastos foi escolhido como titular e fez uma Copa pífia.

No meio campo, Felipe Mello fez o papel perfeito de ser "o treinador no campo". Assim como Dunga parecia um fantoche de Ricardo Teixeira, Felipe Mello parecia um grande fantoche de Dunga, nas declarações e no futebol.

Apontado como um dos piores (se não o pior) jogador daquele time, Felipe colaborou, e muito, para a eliminação da seleção canarinho, sendo expulso no jogo das quartas-de-final.

A Campanha
Podemos dizer que, mais uma vez, a sorte sorriu para o Brasil no sorteio das chaves da Copa. Apesar da presença da forte seleção portuguesa em nosso grupo, Coréia do Norte e Costa do Marfim não pareciam rivais a altura, embora alguns se preocupassem com os africanos.

Na estréia, contra Coréia do Norte, todos espervam uma goleada, mas uma vitória magra por 2x1 deixou uma pulga atrás da orelhas da torcida brasileira.

Em seguida, um jogo que poderia preocupar, também contrariou a expectativa da maioria e foi mais fácil do que se imaginava. Vitória sobre Costa do Marfim por 3x1.

No último jogo da primeira faze, uma equipe mesclada entre titulares e reservas ficou no zero a zero com os portugueses.

Nas oitavas, mais um jogo "maquiador". A fácil vitória sobre o Chile deu a impressão que, no final das contas, a seleção brasileira dificilmente deixaria escapar o título.

A eliminação
Os comandados de Dunga chegaram às quartas-de-final sem ter tido, até então, um adversário à altura. Mesmo no jogo contra Portugal, na primeira fase, a seleção canarinho fez um jogo de "cumadre", portanto ainda não havíamos visto o total potencial de nosso time; se é que havia.

Contra a Holanda, Robinho chegou a abrir o marcador e, mais uma vez, o Brasil ia avançando mesmo sem apresentar um grande futebol na Copa.

Na etapa complementar, a Holanda soube se impor e, aproveitando uma falha do melhor goleiro do mundo Júlio César, empatou a partida.

Minutos mais tarde, o duro golpe: os holandeses viraram o jogo e tiraram o polêmico, irritado e, agora, vergonhoso, técnico Dunga da Copa do Mundo. O sonho do hexa é adiado por mais quatro anos.

Mais ou menos
Apesar do fracasso, ainda podemos tirar alguns pontos positivos desta equipe.

Um deles era a clara união do grupo e a vontade de mostrar empenho. O que faltou em 2006, sobrou em 2010. A equipe não tinha privilegiados e todos se mostravam unidos pelo ideal de seguir as ordens do comandante.

A dedicação da equipe ficou evidente após a eliminação. Muitos jornalistas testemunharam que a muito tempo não viam um time tão ffrustrado após a eliminação. Praticamente todos os jogadores choravam logo após o fracasso, algo que pode parecer trivial, mas que não se vê mais no futebol moderno, da tecnologia e da perfeição estratégica.

Assim se deu fim a mais uma Era Dunga, desta vez como treinador. O polêmico treinador, que chegou a xingar um jornalista durante a Copa, em uma entrevista coletiva, deu adeus à seleção com pouca esperança de um dia treinar um grande clube brasileiro.

Não podemos dizer que foi uma das piores seleções que o Brasil já formou. De longe foi uma das melhores. Foi apenas uma equipe mais ou menos. Em Copa do Mundo, uma equipe "mais ou menos" nunca levantará o caneco.

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