sábado, 22 de janeiro de 2011

Agradáveis surpresas marcam mundial na África

Apesar de sempre apresentar equipes fortes, não podíamos apontar uma seleção espanhola que tivesse marcado história. Este quadro começou a mudar em 2008 quando a Espanha conquistou a Eurocopa. Parecia que finalmente a seleção ibérica poderia fazer um grande mundial

No ano seguinte, o fracasso na Copa Ouro (sendo eliminada na semifinal pelos Estados Unidos) certamente deixou uma pulga atrás da orelha dos espanhóis. No início da Copa, a situação ainda piorou. A derrota na estréia para a Suíça fez muitos torcedores e críticos acreditarem que a Espanha, mais cedo ou mais tarde, fracassaria de novo.

Evolunido na competição e mostrando um bonito futebol, a Espanha não apenas conquistou o título, mas também os torcedores.

A Holanda, mais uma vez, ficou no quase. O vice-campeonato frustrou a Laranja Mecânica, que também apresentou um futebol forte e criativo.

A Copa da África pode não ter tido grandes zebras, mas tivemos agradáveis surpresas. Podemos dizer que zebra, mesmo, foi a eliminação da França na primeira fase - como em 2002. O resto da competição foi emocionante com jogos equilibrados, mas sem uma grande zebra a ser apontada.

Celeste Olímpica volta a brilhar
Depois de 40 anos sem chegar a uma semifinal, o Uruguai acabou na quarta colocação, o que deixou muitos amantes do futebol contentes. Apesar de passar por jogos dramáticos contra Gana e Coréia do Sul. Ver o Uruguai bem na Copa trouxe um pouco de esperança àqueles que esperam por um Uruguai forte e combativo como no passado.

O auge da Celeste foi nas quartas-de-finais, quando nos descontos da prorrogação, o atacante uruguaio Soares evitou um gol de Gana com as mãos (confira este vídeo). O gol daria a vitória aos africanos. Na cobrança, Asamoah errou e na disputa de pênaltis o Uruguai venceu. Apesar da expulsão, Soares foi tratado como herói em seu país.

A história se repete
Desde 94 a Alemanha não figurava entre as favoritas, mas como sempre chegou nas fases finais e garantiu a medalha de bronze, confirmando a tese de que não importa a situação da seleção bávara, eles sempre chegarão longe.

Curiosidades
Desde a década de 30, a Europa não conquistava um bicampeonato seguido. Em 34-38 a Itália foi bicampeã mundial, desde então a Europa não conseguia desbancar os sul-americanos por duas Copas consecutivas. Em 2010, eles conseguiram quebrar o jejum (pois a Itália foi a campeã de 2006).

Pela primeira vez na história, o time anfitrião nõa passou da primeira fase. Apesar de uma vitória, um empate e uma derrota, a seleção sul-africana, comandada por Carlos Alberto Parreira, não passou para as oitavas-de-final

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