sábado, 17 de março de 2012

O que podemos esperar do Brasil em Londres?

Normalmente, os países que sediarão as olimpíadas se saem bem uma edição anterior. Sabemos que em 2016 os jogos serão no Rio de Janeiro e me pergunto como o esporte brasileiro estará até lá e se depois manteremos um bom nível (se é que chegaremos lá).

O que seria um bom resultado?
Em primeiro lugar devemos definir o que é bom ou o que é ruim. Nos jogos de Pequim o Brasil ficou em 23o. lugar com três medalhas de ouro e 15 no total. Em Atenas, 2004, foram cinco medalhas de ouro e 10 no total e uma décima sexta colocação - o melhor desempenho da história (em medalhas), pois em colocação foi em 1920, quando terminou em 15o lugar, mas conquistando apenas três medalhas.

Então eu vou considerar que bom seria superar, ou ao menos igualar, o feito de oito anos atrás na Grécia. Será que conseguiremos?

O Brasil em Londres
Encontrei um blog bem interessante que faz um levantamento meticuloso do esporte olímpico. De acordo com as modalidades olímpicas que tiveram grandes torneios e campeonatos em 2011, o Brasil até que iria bem com seis medalhas de ouro. Um desempenho um melhor do que o mesmo estudo feito pelo blog em 2010.

No ano passado, o Brasil conquistou seis títulos mundiais em  modalidades olímpicas com: Cesar Cielo, Fabiana Murer, Everton Lopes, Juliana e Larissa, Robert Scheidt/Bruno Prada e Emanuel/Alisson.

Outros atletas e equipes apresentaram bons resultados e podem garantir algumas medalhas olímpicas.

Ainda não estou otimista
Em minha opinião o Brasil ainda peca no trabalho emocional quando se fala em jogos olímpicos. As grandes esperanças fracassam e só voltam a conquistar títulos no ano seguinte após as Olimpíadas.

Até citei alguns exemplos, mas preferi apagar, pois o objetivo não é apontar as falhas dos atletas e sim a falta de profissionalismo do esporte brasileiro. Mesmo porque, nossa maior paixão o futebol, já não conta com profissionais sérios para administrarem o esporte bretão, o que dirá os demais esportes que não contam com dinheiro, torcida, mídia...

Claro que todos nós torceremos muitos pelos atletas brasileiros (eu particularmente só não devo torcer muito pelo futebol, a não ser que ganhem meu carisma), mas acredito que não podemos nos iludir e manter os pés no chão seria um grande passo para desenvolver o esporte brasileiro.


Não se trata de ser pessimista, mas perceber nossas falhas para concertá-las é uma virtude que a maioria dos que administram o esporte (para não dizer o país) não possuem.

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