segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brasil: o país do vôlei

Não é de hoje que podemos dizer que "o Brasil é o país do voleibol". Se no futebol convivemos com nossos altos e baixos e há anos não temos uma seleção masculina de primeira, no vôlei a história é bem diferente. Mesmo porque, no futebol, as meninas não ganham, nem de perto, a mesma estrutura que os rapazes. No vôlei essa diferença é praticamente inexistente, inclusive para as duplas de praia.

Claro, que o esporte bretão está enraizado em nossa cultura. Sabemos, desde criança o que é um impedimento, listamos facilmente dez grandes jogadores e equipes da história, o que não conseguimos fazer em nenhum outro esporte. Mas ao levarmos em consideração organização e desempenho técnico nas últimas duas décadas, o vôlei é, de longe, o principal esporte em terras tupiniquins.

Levando em consideração a cobertura da mídia e o investimento financeiro no futebol brasileiro e comparando com a cobertura e patrocínio aos demais esportes, podemos dizer que é quase um milagre chegarmos ao topo de qualquer outro esporte que não seja o futebol. O esporte brasileiro, em geral, consegue seus títulos e destaques à base de esforços individuais. Alguém acha que Gugas, Daianes e Varejões surgem graças ao dinheiro do COI, do governo ou graças ao 'apoio espetacular' da Globo ao esporte?

Por isso, ver um prolongado sucesso das equipes de vôlei é motivador. Para mim, é realmente espetacular ver a seleção brasileira se manter no topo por décadas. Nem Itália, nem Cuba, nem Estados Unidos, nem China. Não podemos sinalizar outro país que consegue sucesso por tanto tempo em todas as categorias.

A renovação é feita até mais rapidamente que no futebol. Assim como a qualidade dos meninos é sempre de em nível mundial em todas as posições, o que não ocorre no futebol brasileiro, aliás talvez nunca acontecera.

Hegemonia faz mal para o esporte
Há quem diga que a seleção já foi melhor, mais forte. Porque deixamos de ser campeões para sermos vice? Temos que vencer todas sempre? Os Estados Unidos não ganha todos os mundiais e jogos olímpicos no basquete, mas ninguém duvida que são os melhores.

Pode ter certeza que o Brasil no vôlei é mais temido que o Brasil no futebol.

De qualquer forma, vale ressaltar que a hegemonia não faz bem a nenhum esporte. É bom que surjam novas forças como Polônia, Bulgária ou China para que o vôlei continue atraente, oferecendo grandes jogos como os da Liga Mundial.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que será dos milhõe$ investidos nos estádios de Manaus, Brasília, Cuiabá...

A Copa das Confederações acabou e já podemos imaginar qual será o rombo legado da Copa 2014. Na tentativa de justificar os gastos bilionários em estádios construídos em cidades como Manaus, Cuiabá e Brasília, fala-se em utilizá-los para eventos diversos. Assim como fizeram Botafogo e Fluminense, que foram jogar em Recife e mesmo assim o público foi RIDÍCULO!!!

São as medíocres modernas arenas multiuso. Será que preciso lembrar do que aconteceu com o estádio Engenhão? Puro lixo. Seis anos após sua construção já apresentou problemas. Isso porque o estádio estava sendo regularmente usado e recebia serviços de manutenção.

Não estou dizendo que as cidades de pouca tradição no futebol nacional não mereçam investimentos, mas certamente não é a construção de um estádio que vai transformar os times de Cuiabá em equipes de elite.

Vão inventar um monte de jogo MEQUETREFE para esses estádios. Amistosos entre Brasil e combinado Fifa em Manaus, amistoso do time da CBF contra o time do Brasileirixo em Cuiabá e por aí vai.

Bilhões de reais jogados no bolso dos políticos  lixo, mais uma vez. Espero que o clamor e a força do povo mostrado em recentes protestos não percam a força nem o foco.

Não se deixe enganar pela propaganda dos canais Globo de comunicação. O esporte no Brasil continua um lixo. Não há investimentos e nem incentivo algum. O país depende de estrelas individuais esporádicas que alcançam o sucesso por méritos seus apenas e não do COI. Assim como o futebol continua servindo de enriquecimento ilícito duvidoso de seus gestores. O futebol, que seria o 'orgulho nacional' segundo imbecis da horda de Galvão Bueno, funciona com acordos obscuros, interesses individuais e o mesmo amadorismo desde a época que eu era criança, nos anos 80 - provavelmente até de décadas anteriores, mas vou me ater apenas ao que vi.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manifestos fizeram bem à seleção

 As vitórias nas ruas são infinitamente mais importantes que nos gramados, mas podemos dizer que o título da Copa das Confederações seria a cereja do bolo.

Se o futebol brasileiro caía em descrédito, há anos, provavelmente desde a Copa América de 2007 na Venezuela, parece que a euforia dos manifestos contagiou os torcedores e a seleção.

Desde o primeiro jogo, apesar dos protestos contra a Fifa e CBF, os torcedores fizeram questão de deixar bem claro que os jogadores não eram alvos dos protestos. E o hino cantado bravamente pelos torcedores levou à seleção um compromisso com o país que parecia não existir mais.

Os torcedores, por sua vez, fizeram questão de apoiar o desacreditado time de Felipão. Futebol e política mais uma vez pareciam tão próximos. Vencer nos gramados passou a ser motivo de orgulho nacional.

Os manifestos, para os fãs de futebol, vieram em boa hora. Fez o time acordar, se identificar com o torcedor. As comemorações junto à torcida mostram o desejo dos jogadores em querer mostrar ao torcedor sua aproximação.

Se poucos, e falo dos brasileiros incluindo eu, acreditavam no título em 2014, a Copa das Confederações trouxe uma nova perspectiva. Jogando em casa, com uma torcida participativa e um time que abraça a torcida, o Brasil é ‘mais favorito’ que há um mês.

Claro que até lá muita água vai passar por de baixo dessa ponte, mas pude perceber que a seleção está, de fato, se tornando um bom time.

Só espero, de verdade, que as vitórias nos gramados não confortem o povo, fazendo-o esquecer que as vitórias que realmente importam, para a construção de um país o qual quero me orgulhar, são aquelas  que ocorrem fora dos estádios.

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