segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lições de Sochi para hóquei

Os jogos olímpicos (de inverno) de Sochi foram muito mais interessantes do que eu poderia imaginar. Só acho que deveriam criar (como se fosse fácil) mais esportes coletivos de confronto "equipe x equipe', como o hóquei, ou futebol, basquete, vôlei... no único esporte de inverno deste tipo, não faltaram emoções e surpresas, o que me fizeram gostar ainda mais do esporte.

Além do hóquei no gelo, o único esporte de confronto entre equipes foi o curling, mas que é mais um jogo de estratégia do que de confronto físico. Os demais esportes de inverno são baseados em desempenho individual ou 'sem confronto direto', como o skeleton, bobsled, patinação... 

Talvez, por ser o único esporte deste estilo de equipes que se enfrentam, o hóquei parece ser a grande estrela dos jogos de inverno. Não que os demais esportes não sejam divertidos, mas é o que reserva mais emoções, e o que leva os torcedores a torcerem por sua equipe de forma mais vibrante.

Evidente que, morando no Brasil, não é consigo analisar e acompanhar o hóquei no gelo como eu gostaria, mas com ajuda da internet tenho obtido bastante informações sobre o esporte e pude perceber algumas coisas interessantes. Algumas técnicas e primícias do hóquei no gelo até poderiam ser adaptadas ao futebol. 

Ao fim dos jogos de inverno de Sochi 2014, pude perceber o que pode fazer uma equipe melhor que a outra e o que levou Canadá e Suécia à Final. Algumas equipes da NHL poderiam se inspirar nestas seleções para melhorarem seu desempenho na competição de hóquei no gelo mais importante do mundo.

Velocidade
As finalistas de Sochi realizaram jogos de extrema velocidade, controlando o puck e dominando as ações do jogo em alta velocidade. Patinadores rápidos e em boa forma deram ao Canadá e à Suécia certa vantagem contra adversários de alta qualidade, como Estados Unidos e Finlândia.

Analisando com os times da NHL podemos perceber que as equipes que vêm predominando a competição nos últimos anos também possuem essa característica. Os times de Chicago Blackhawks e Anaheim Ducks, pelo o que percebo, são times que sempre jogam em um nível de velocidade muito alto e transformam o jogo em uma verdadeira correria. Gosto de assistir aos jogos destas equipes porque sempre são jogos emocionantes (aliás, nunca vi um jogo de hóquei chato).

Assim como no futebol de salão, futsal, o hóquei no gelo é disputado em uma quadra relativamente curta, e a velocidade é essencial, assim como saber fazer a transição da defesa para o ataque.

Até poderia citar o Montreal Canadiens, que é um time de categoria, mas que, para mim, que sou leigo, é um time ainda sem força física o suficiente para chegar às finais de conferência. nos playoffs, essa falta de força física fica bem evidente.

Posse de Puck
Assim como no futebol, possuir maior posse de puck tem sido cada vez mais necessário para as grandes equipes vencerem os confrontos mais difíceis. O Canadá fez isso muito bem e conseguiu chegar ao ouro com todo merecimento. Ao ver os jogos do time canadense de hóquei no gelo você logo percebe que dificilmente eles perderão a partida.

Defesa e Zona Neutra
Há fãs de futebol que acham absurdo falar em organizar um time a partir da defesa. "O importante é ter ataque. Podemos levar 3 e fazer 5", defendem, mas o curioso é que em todos os demais esportes coletivos, principalmente nos Estados Unidos, a ordem é ter uma defesa forte em primeiro lugar.

E o mais curioso ainda é que as equipes de basquete, futebol americano ou hóquei no gelo que priorizam manter uma defesa forte são as que dão 'show' em quadra e nos campos. Alguém acho que o basquete masculino dos Estados Unidos não dão show, já que priorizam a defesa? Da mesma forma a seleção canadense de hóquei no gelo entrou na competição pensando em ter a melhor defesa. Foi isso que fizeram, saíram campeões a ainda deram show.

Defesa e zona neutra (área entre defesa e ataque) foram prioridade para o time canadense, assim como os grandes times da NHL precisam dominar a defesa e a zona neutra para chegarem longe.

Hóquei e futebol
Em outro dia escrevo um texto exclusivo de comparação entre o hóquei no gelo e futebol, por hoje quero ressaltar como a mentalidade do 'país do futebol', que na verdade é o país da novela, de se alienar em um único esporte nos faz perder muitos outros esportes emocionantes e menos obscuros.

Hóquei no gelo, futebol americano tênis... são alguns exemplos de esporte que nos apaixonam quando começamos a acompanhar. A vantagem do hóquei no gelo é que o esporte é corrido e cheio de reviravoltas. Não tem momentos de chatice ou monotonia. A única desvantagem é a dificuldade em acompanhar o esporte. faço isso vendo alguns jogos pela ESPN, pela internet (site Stopstream) e pelo site oficial da NHL, que também cobre jogos internacionais e olímpicos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Rússia bolou a tabela perfeita, só não contava com a Finlândia

Assim com todo evento esportivo, os donos da casa bolaram a tabela perfeita (para si), colocando possíveis cruzamentos de equipes fortes de um lado da chave e salvando-se em outro lado, cruzando com equipes menos fortes. Refiro-me à tabela do hóquei masculino nos Jogos de Inverno de Sochi 2014.

Prevendo Canadá e Estados Unidos como principais forças da competição, a tabela foi planejada para que, se ocorresse tudo como esperado, uma das semifinais fosse entre as seleções da América do Norte, e a outra entre Rússia e outra equipe qualquer. As seleções americanas fizeram sua parte, o problema foi que a Rússia decepcionou e acabou sendo batida pela Finlândia nas quartas de final do torneio.

A derrota foi uma surpresa geral, não apenas para russos, pois em jogo da primeira fase, a Rússia havia empatado com os Estados Unidos (perdeu no shoutout), mas mostrou força para jogar de igual com os Yankees. Do outro lado, a Finlândia, que já não seria favorita, ainda tinha alguns desfalques, e ninguém apostava numa vitória finlandesa.

Se tivesse vencido, a Rússia enfrentaria a Suécia na semifinal, e uma vitória dos russos seria bem mais provável do que se os donos da casa pegassem Canadá ou Estados Unidos. Ao fim do jogo, a estrela do time russo, Ovechkin, só pôde dizer "It socks".

Motivos
Uma crítica que se fazia antes dos jogos de inverno de Sochi 2041 era que o time russo não tinha um ataque eficiente, apesar de contar com um dos melhores jogadores de linha da NHL, Ovechkin já marcou mais de 40 gols na melhor liga de hóquei do mundo.

No torneio, os russos vinham tendo um bom desempenho ofensivo, mas contra a Finlândia voltou a mostrar suas debilidades e não conseguiu realizar um bom jogo.

Do outro lado, a estrela do Boston Bruins, o goleiro Tukka Rask, fez mais uma partida brilhante e mostrou todo o seu poder de parar ataques fortes. Muitos acreditavam que Rask não teria um bom desempenho sem uma defesa forte, como é a de seu time de Boston, mas o goleiro finlandês realizou mais um jogo brilhante.

Foi difícil achar um vídeo com os gols, pois os direitos de imagem impedem que os membros do Youtube compartilhem os gols do jogo no site, mas achei este vídeo de baixa qualidade. No entanto, se preferir ver os gols do jogo entre Rússia e Finlândia em alta qualidade. Veja no site da CBS.





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jonas é melhor que Damião, Jô, Robinho...

Parece que o único atacante da seleção brasileira que tem potencial para ajudar o o Brasil a vencer a Copa é o tricolor Fred. Para Felipão, e maioria dos brasileiros, Fred é a única opção entre razoáel e bom para o ataque do Brasil para a Copa de 2014. Outras opções como Jô, Damião e até Robinho mostram que o nível (para baixo) dos atacantes brasileiros está em um nível como não se via desde o início dos anos 90.

Lembro me de cabeça, portanto posso estar me enganando, que desde a formação da dupla Romário e Bebeto (93-94), o Brasil sempre teve dois ou três bons atacantes brigando pela posição. A convocação da seleção apresentava sempre duas ou três opções de alto nível: Romário, Bebeto, Ronaldo, Edmundo, Élber, Anderson, Adriano, Robinho...

Atualmente vivemos m período oposto. Eu nuca imaginaria que o Brasil passaria por uma fase de vacas gordas na defesa e vacas magras no ataque. E se o Fred ficar de fora da Copa? Quem fica em seu lugar? Vale lembrar que o cara nem era cogitado há três ou qatro anos. Voltou à seleção, com todos os méritos, e se tornou a grande aposta para o ataque da seleção canarinho.

Outros testados em sua posição não se tornaram unanimidades. Jô, Robinho, Leandro Damião e até Alexandre Pato foram lembrados e testados. Seria exagero dizer que fracassaram, mas garanto que nenhum deles teria espaço em nenhuma seleção brasileira entre 94 e 2010.

Injustiças
Para mim muitas injustiças foram feitas nos últimos quatro ou cinco anos na seleção brasileira. O que, na minha opinião, reforçam minhas suspeitas que muitos jogadores são escalados ou deixam de ser convocados dependendo de interesses de agentes, cartolas, treinadores e acionistas, enfim...

Posso citar o goleiro Fábio, a insistência no Pato, mesmo quando ele estava em baixa e para concluir meu pensamento, o atacante Jonas, atualmente no Valência.

Basta pegar algumas estatísticas do jogador na liga espanhola para ver que, além de centro-avante, é um ótimo passador. Deu inúmeras assistências para Soldado, quando o espanhol ainda estava no Valência.

Não consigo crer que Jô ou Robinho sejam melhores que Jonas. Leandro Damião ainda é opção para a Copa, mas não se ouve falar em Jonas, atacante estável e com boas qualdiades "pelo chão", no jogo aéreo e na movimentação. Ainda arrisco dizer que se tivesse sendo convocado nos últimos anos, como Fred, diputaria a vaga de titular com o atleta do Fluminense.

Em um próximo artigo sobre futebol foi tentar montar uma seleção dos 'injustiçados', pelo menos na minha visão.

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